Home Data de criação : 08/10/07 Última atualização : 09/11/17 10:28 / 75 Artigos publicados

Fofoca

A verdadeira história do SPFC  (Fofoca) escrito em quarta 18 março 2009 10:44

Por: Carta de leitor

Capítulo I - Nasce o Clube

O São Paulo foi fundado em 1930 e faliu em 1935 por dívidas acumuladas.

Diante da enorme dívida, os dirigentes são-paulinos, liderados por Paulo Machado de Carvalho, sugeriram a incorporação pelo Clube de Regatas Tietê, que pagaria as dívidas e ficaria com o patrimônio do clube, incluindo a Chácara da Floresta, vizinha ao C. R. Tietê.

Alguns sócios se rebelaram contra a decisão, mas acabaram aprovando a fusão em Assembléia (realizada em 14/01/1935), pois do contrário teriam que assumir a dívida.

Com a incorporação, a dívida foi paga pelo Tietê.

Capítulo II - Renasce o Clube


No final de 1935, o atual São Paulo foi re-fundado sem dívidas, mas também sem qualquer patrimônio. O time era tão fraco que, nos dois primeiros anos (1936/37), terminou o Campeonato Paulista em 8º e 7º, respectivamente.

Capítulo III - Re-Renasce o Clube

Novamente atolado em dívidas, fundiu-se ao C. A. Estudantes da Mooca em 1938, salvando-se de nova falência. O novo time titular foi composto com 9 atletas do Estudantes e 2 do São Paulo, que passou a mandar seus jogos na Mooca, sede do Estudantes.

Para "ajudar" financeiramente o São Paulo, Palestra e Corinthians disputaram, em 1938, o famoso "Jogo das Barricas", assim chamado por causa das barricas colocadas na entrada do Palestra Itália para o povo depositar dinheiro. Os dois clubes nada receberam e ainda doaram a renda para ajudar o São Paulo a pagar suas novas dívidas. Neste "Jogo das Barricas", Porfírio da Paz, Presidente do São Paulo, andou no meio das torcidas adversárias com uma bandeira esticada, para que os torcedores atirassem algumas moedas para ajudar o São Paulo.

Capítulo IV - A Tomada do Patrimônio Alheio

Em 1942, com apenas 7 anos de vida e sem patrimônio, os dirigentes são-paulinos vislumbraram uma grande oportunidade.

Com a entrada do Brasil na II Guerra Mundial e a declaração de Guerra ao Eixo, o Governo publicou um decreto que permitia a desapropriação de patrimônios de súditos alemães, italianos e japoneses.

Após a desapropriação de bancos alemães e companhias aéreas, a possibilidade de tomar o patrimônio dos italianos animou os são-paulinos, que tentaram a todo custo se apropriar do Palestra Itália.

Não conseguindo tomar o atual Parque Antarctica, se contentaram com um alvo mais fraco: a "Associação Alemã de Esportes" (também conhecida como "Deustsch Sportive"), que ficava na região do Canindé. Então, com a ajuda da ditadura, ganharam finalmente uma Sede em 29/01/1944, registrando a escritura em Cartório de propriedade de Cícero Pompeu de Toledo.

Capítulo V - O Morumbi


Em dezembro de 1950, a Imobiliária Aricanduva (cujo dono era o Adhemar de Barros), conseguiu empréstimo do Governo do Estado (o Governador era o próprio Adhemar) para terraplenar e criar toda a infra-estrutura em uma gleba na região do Morumbi. Um escândalo de corrupção na época. O bairro, com todas as benfeitorias, passou a se chamar JARDIM LEONOR, nome da esposa do Ademar de Barros.

Um ano depois, em 1951, o São Paulo convidou Laudo Natel (político ligado a Adhemar de Barros) para ser tesoureiro do clube. Este negociou a compra de 68 mil m2 na região e "ganhou" do Governo do Estado mais 90 mil m2.

Em 1955, três anos depois, o São Paulo VENDEU ao Governo do Estado o terreno do Canindé (aquele que GANHOU 11 anos antes), sem qualquer benfeitoria adicional. O Governo comprou e repassou à Portuguesa, que se viu obrigada a construir campo e arquibancada para começar a usar, pois estava completamente abandonado.

Em 1966, em pleno regime de ditadura militar, Laudo Natel já havia se tornado Presidente do São Paulo e, ao mesmo tempo, Governador do Estado, quando o seu "mentor", Adhemar de Barros, foi cassado por corrupção.

O então Governador determinou que os estudantes da rede pública vendessem carnês chamados "Paulistão". O dinheiro arrecadado seria para a formatura dos alunos, mas, parte da arrecadação serviu para ajudar na construção do novo Estádio.

Ou seja, em um período de ditadura, da censura aos jornais, sem explicações sobre a origem do dinheiro, sem um clube de associados que pudesse gerar receita, sem rendas (pois jogava em estádios praticamente vazios), o SPFC construiu um estádio que nem nos dias atuais (de direitos de TV, patrocínios, venda de atletas) conseguiria construir...

Com medo de um vexame, o SPFC pediu emprestado 2 jogadores ao Palmeiras (Julinho e Djalma Santos), 2 ao Corinthians (Almir e Ari) e 1 a o Santos (Pelé, contundido, não compareceu) para a festa de inauguração do estádio, contra o Nacional do Uruguai.

Capítulo VI - E Sabia também...

Que, em 1990, o São Paulo foi rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Paulista, mas com o apoio dos dirigentes da FPF, conseguiram reverter no tapetão a fórmula de 1991. Disputaram a divisão inferior, mas conseguiram fazer com que esta indicasse vaga para as finais, e ainda considerasse a campanha da segunda divisão para os critérios de desempate nas finais de 1991.

Que em 1994, irritada com o ostracismo provocado pela rivalidade Palmeiras e Corinthians, a Diretoria do São Paulo mandou esburacar o gramado do Morumbi para impedir que o último jogo do campeonato, de entrega de faixas, entre Palmeiras e Corinthians, fosse realizado no Morumbi...

Que o São Paulo nunca disputou a Taça Brasil (antigo Campeonato Brasileiro), pois este torneio admitia somente os campeões estaduais...

Que o São Paulo é o único clube grande da capital que NUNCA vestiu a camisa da Seleção Brasileira...

Que maiores públicos no Morumbi são de uma reunião de Testemunhas de Jeová, em 1985 [162.957 pessoas], de Corinthians X Ponte Preta, em 1977 [138.032], do Show do Queen, em 1981 [~131.000] e de Palmeiras X Santos, em 1978 [123.318].  O São Paulo só aparece na lista em 9º lugar, ainda assim em um jogo contra o Corinthians, em 1982.

Capítulo Final – Conclusão

O time dos quatrocentos, da extrema direita paulistana, dos políticos sempre relacionados com a ditadura, que sempre cresceram nos piores momentos do País, conseguiu amealhar um bom patrimônio, mas nunca venceu sua maior dificuldade.

Com uma história propositadamente mal contada, envergonhados do próprio passado, os dirigentes lutam por criar uma identidade que não existe, um clube sem alma e sem história, restando criar o simbolismo de "clube da moda", de embalo, na eterna luta de tentar transformar "simpatizantes" em "torcedores reais".

O verdadeiro vínculo e a verdadeira paixão, o marketing nunca conseguirá resolver...

Por: VICTOR VIEIRA

História é história e faz parte do futebol.

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Foi publicado no PAINEL DO LEITOR - Jornal Folha de São Paulo  (Fofoca) escrito em terça 14 outubro 2008 13:32

Carta do técnico Vanderlei Luxemburgo ao Jornal Folha de SP

 

Malas e Abutres - Repúdio

"Nos últimos anos, venho sendo constantemente agredido, profissional e moralmente, pelo colunista Juca Kfouri.
A perseguição se escancarou quando da minha transferência do Palmeiras para o Cruzeiro, em 2002. O jornalista tentou imputar-me a pecha de mercenário, afirmou levianamente que meu caráter era duvidoso e aconselhou o Cruzeiro e demais clubes de futebol a prestarem atenção aos meus atos. Disse que comigo não iriam ganhar títulos e acabariam se arrependendo pela minha contratação. Naquela ocasião, promovi-lhe um processo de indenização por dano moral e ganhei. O processo está no TJ.
Para decepção do jornalista, conquistamos tudo em 2003, mesmo lançando à época nove jogadores da divisão de base.
Mas Juca segue destilando veneno e maldade. Insinua irregularidades e oníricos atos obscuros em meu comportamento, atua de forma dissimulada, através de frases dúbias. Cria textos vazios de provas.
A sua obsessão em denegrir a minha pessoa não tem limites.
Agora procura também denegrir o Instituto Wanderlei Luxemburgo, cujo único objetivo é o de tentar melhorar o nível dos profissionais envolvidos com o futebol.
Minha conduta, como pai de família, como avô, como profissional de futebol e como cidadão brasileiro, tem sido marcada muito mais por acertos do que por erros, graças a Deus e à minha competência.
Sigo o meu caminho. Tenho uma família exemplar, muitos amigos.
Mas não posso deixar de repudiar a perseguição obsessiva da qual estou sendo alvo.
A vida em sociedade é semelhante à vida na selva. Entre os animais selvagens, quem vive sem esforço são os abutres. A titânica luta dos outros animais para sobreviverem torna-se seu alvo. A ave de rapina fica à espreita, torcendo pelo fracasso. Alimenta-se dos fracassos... Jamais me alinharei no time dos "abutres". Ficamos assim: que os abutres também sigam em frente, afinal são abutres! Eu continuarei feliz, me esforçando, realizando e conquistando."


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Resposta por Juca Kfouri

De abutres e CPIs


Vanderlei Luxemburgo da Silva honrou-me com uma lacrimejante carta no último sábado.
Redigida em termos que o próprio signatário é incapaz de entender, a carta irá para meu currículo.
Nela, chama a atenção o fato de tê-la assinado com seu nome inteiro, sem "w" nem
"y", embora, em seguida, ao dizer que eu denigro seu instituto, chame a entidade de Wanderley, em óbvia crise de esquizofrenia, além do já conhecido complexo de perseguição.
A carta peca, ainda, ao dizer que escrevi que times na mão dele não seriam campeões, coisa que jamais fiz e o desafio a provar.
Apenas me dou ao direito de não acreditar em Luxemburgo, como em seu instituto, simplesmente por tê-lo visto depor nas CPIs.
Seja como for, folguei em saber que VL, ou WL, tem uma família exemplar, algo que jamais pus em dúvida, mesmo quando sua ex-secretária fez o que fez, sem que eu lhe desse ouvido, como não dei às histórias sobre manicures, bares e venda de carros usados.
E me surpreendi ao constatar que ele não entende apenas de Imposto de Renda ou certidões de nascimento, mas, também, de abutres. Pensando bem, no entanto, faz todo sentido
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'Abobrinhagem'

Por VICTOR VIEIRA

O Juca é um jornalista muito bom e não só no ramo esportivo. Na minha opinião, está entre os melhores do Brasil. Mas... Gosta de alfinetar estrelas, chegando a beira da implicância.

Luxemburgo é arrogante, prepotente e adora dinheiro (mais que o comum). Mas... É um excelente profissional e está entre os três melhores técnicos brasileiros.

Resumindo, o problema não é meu, nem seu e sim do ‘ego’ próprio de cada um deles.

Melhor seria se o Juca questionasse ao professor Luxa, porquê seu time não ganha pontos fora de casa neste brasileirão? E o professor se limitasse a responder o que lhe foi perguntado.

Uma pena que isso nunca acontece e temos que engolir esta 'abobrinhagem'.

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